Porque não vivemos o que vive em nós?

Porque não vivemos o que vive em nós?

Sim, porque não vives o que vive em ti?

Porque tens medo! Não penses em mais nada! Não te justifiques e assume o que é: medo.

Medo de perder algo ou alguém, medo de não ser aceite, medo que te julguem, medo de não seres capaz… MEDO!

Claro que há quem defenda que é o medo que nos protege de nos magoarmos, de nos ferirmos, de não cometermos loucuras, de perdermos o juízo, mas se nunca perdeste o juízo então nunca viveste verdadeiramente. Viveste sim escondido no teu lado esquerdo do cérebro, no teu lado racional, nas tuas crenças e limitações.

Olha para ti

Olha bem para dentro de ti! O que vive aí dentro? E onde está tudo isso cá fora?

Pois é, foi isso que vieste cá fazer:  trazer o que está aí dentro cá para fora, essa alegria, essa vontade de SER, esse mundo que não se vê.

E o que tens feito acerca disso?

Tens feito de conta que não se passa nada aí dentro. Trazes cá para fora uma ou outra coisa, assim a medo, devagar, a medir os passos e as consequências. Sim, fazes isso porque tens medo.

E o que esperas? Que o tempo passe para poderes dizer “Agora já é tarde demais!”?

Não faças mais isso. Agarra os comandos da tua vida.

Talvez já tenhas tentado fazê-lo num ou outro momento, claro.

Certo dia, decides tomar uma decisão que sai fora do previsto, para ti e para os outros. A sensação que se segue é semelhante ao que sentirias se pegasses nos comandos de um avião. Seria difícil certamente. Mas de repente és capaz e levas o avião às nuvens e já estás no céu.

A adrenalina toma conta de ti e decides: “Vou fazer isto sempre!”.

Mas, de seguida, uma rajada de vento assusta-te e o avião cai a pique, “Que susto! Não, não! Nada me vai fazer apanhar outro susto daqueles.”.

E ligas o piloto automático rapidamente. Decides convencer-te que mesmo em piloto automático és tu que comandas. És tu que o acionas. Mentira. A dada altura o teu medo e o aparente conforto que o piloto automático te dão passam a ser tu. Claro que sabes que o piloto automático são as tuas crenças e limitações, bem agasalhadas no medo e, claro, não tens tempo, saúde, nem dinheiro.

Quantas vezes

Quantas vezes dizes que queres muito estar com um amigo mas não estás porque não tens tempo.

…querias ir caminhar, mas estás cansado.

…querias ler um livro mas estás esgotado e os miúdos não deixam.

…querias dizer amo-te mas provavelmente não vais receber um amo te de volta.

…querias abraçar… mas o outro talvez não queira o teu abraço.

Desculpas! Tudo desculpas para um só nome… MEDO!

Desculpas para não seres responsável pela tua vida… e aí começa a sensação de vazio que nos caracteriza e toda a gente diz sentir…

Simples… porque NÃO VIVEMOS O QUE VIVE EM NÓS!

E é esta contradição que nos faz sentir estranhos…

É esta contradição que podemos ignorar quando criamos uma agenda tão preenchida que não temos tempo para olhar para ela: trabalho, filhos, família, saúde, tarefas, tudo resulta em cansaço e desgaste.

Mas fica sabendo que essa contradição não se vai embora. E a parte de ti que tens que abraçar e cuidar… e deixares crescer e viver… és tu… sem a tua história.

Esse vazio não é depressão, nem tristeza… és tu a chamar por ti… és tu a dizer-te “anda lá… vamos SER!”.

Aqueles momentos em que somos felizes sem saber porquê… porque somos…

Sim, já sei que a tua voz interior está a dar-te mil motivos para não acreditares em nada disto.

Diz à tua voz interior que sim, que a estás a ouvir… mas que te vais dar uma oportunidade de pegar nos comandos, que vais pegar no telefone para dizeres o que sentes,  que vais calçar as sapatilhas e dar um passeio na praia ou convidar alguém para ter aquela conversa que há muito gostarias de ter…

Que tal seres o piloto, diretor e argumentista da tua vida?

ARRISCA!

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