Perder dói. Mas perderes-te dói muito mais!

Perder dói. Mas perderes-te dói muito mais!

Não percas a dignidade em prol da razão.

Depois de uma semana altamente desafiante, com o Ego a fazer todos os esforços para me levar para a razão e a tentar entender e perceber tudo, dei por mim a trazer cá para fora uma versão de mim que conhecia mal ou até desconhecia.

Todos sabemos que largar algo é difícil. Não vale a pena estarmos aqui a dizer que “é o melhor”, que “é uma questão de tempo”.
Sim, lá no fundo agarramo-nos a essa bóia com toda a força e repetimos isso em surdina vezes sem conta na esperança de acreditarmos.
E quanto mais nos dizem aqueles que nos rodeiam, mais parece crescer em nós uma vontade de lhes “gritar” que cada célula do nosso corpo nos diz o contrário.

Então, o que fazer quando tudo em nós entra em contradição?

A voz do coração fica abafada no meio da tempestade de pensamentos e emoções que tomam conta de nós.
Parar…
Parar…
E…
Parar. Outra vez.

Preparem-se, aquela vozinha interior vai dizer-vos que ajam rápido, que tomem conta, que controlem rapidamente o que se está a passar ou então irão perder.
Perder o quê? Uma relação, um trabalho, um negócio, uma discussão…
E perder é algo que o nosso Ego não aceita.
E como não aceita perder algo exterior, bombardeia-nos com medos que nos levam a perder algo interior.

Consegue levar-nos a perder a dignidade em prol da razão, a liberdade em prol do apego, a autoestima em prol da aprovação, os sonhos em prol do conforto.

Por mais que não queiras ouvir…
Ouve, olha-te e observa, sem te julgares, quantas vezes fizeste isto?
E depois de ganhares a tua razão, as tuas coisas, a aprovação dos outros, a atenção, o reconhecimento… Ficas vazio.
O cenário perfeito está montado e tu estás lá, vazio e desconectado do que te rodeia.
Nesse momento, o grito interior é enorme. Na verdade, é esmagador e silencioso. Aquele silêncio que está carregado de significado e que o nosso coração e a nossa alma leem na perfeição. E temos duas hipóteses, ignorar ou abraçar.
Aí reside a nossa escolha.
Ignorar até que algo brutal nos faça abraçar essa Verdade ou abraçá-la de livre vontade.
Se me permitem dar um conselho: abracem, acolham, cuidem… É vosso!

Que tal arriscar?

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