E quando somos manipuladores?

E quando somos manipuladores?

Será que acreditamos (de verdade) que podemos mudar os outros para preenchermos o nosso vazio e as nossas necessidades?

 

A pior manipulação que podemos fazer é a nós próprios!

Arranjamos explicações, razões, motivos para agirmos de uma ou outra forma.
E quando no silêncio observamos essa história… Algo nos faz sentir estranhos. Algo nos diz que não é o caminho!

Manipulamos a nossa essência para podermos mudar a história de modo a preencher um vazio ou desassossego que nos ocupa ou desocupa.
Tentamos convencer as outras pessoas que estão erradas. Acreditamos que podemos mudar o que pensam, para que nós próprios nos possamos sentir melhor.

Então, aquilo que sinto depende do que o outro sente, certo?

E somos capazes de considerar que não só podemos manipular/decidir o que sentimos mas manipular/decidir, ainda, o que os outros sentem!

Se olharmos com sinceridade para dentro de nós, percebemos que nada disto traduz o que realmente vive em nós.
Na verdade nem é possível!

Será que acreditamos que podemos mudar os outros para preenchermos o nosso vazio e as nossas necessidades?
Acreditamos pois! E sempre com uma justificação, um porquê a sustentar essa ideia!

Quantos vezes ouço (ou me ouço)…
“Bem, eu disse isto porque ele não sabe como as coisas são na realidade.”

Qual realidade? A minha ou a dele?
Alcançamos uma grande liberdade quando percebemos que não nos compete mudar a realidade dos outros, quando essa mudança se prende com uma necessidade nossa. Com um vazio, um desassossego nosso. Se é nosso. Somos nós que temos que tomar conta.

Se o desassossego é meu…
Se o vazio é meu…
Se a incompreensão é minha…
Então, simples… É algo meu!

Não é o outro que tem que mudar e crescer para eu sossegar, preencher ou compreender.

Então, vamos arriscar…

Quando me sentir inseguro, vazio, incompreendido, desrespeitado… Vou ter a coragem de me “sentar” com esse sentimento.
Vou assumir isso que vive em mim. Esquecer a história que despoletou esse sentimento e abraçar esse sentimento.

Uma imagem?
O que vive em ti… É teu! Ponto!

 

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