Rótulos

Rótulos

O que são rótulos?

Porque rotulamos?
E será que podemos viver sem rótulos?
No sentido mais vulgar da palavra, o rótulo serve para nos dizer o que é!
E depois de o lermos ou criarmos é!

Então…
Vamos a um exemplo prático?
Uma tarefa: tenho que arquivar estes papéis. Esta tarefa é… Chata!
E mais nada…”É chata!”
E agora vamos ver como funciona o nosso cérebro nestes casos.
Digo que algo é aborrecido, crio um rótulo e depois faço um Google nas minhas memórias e torno presentes as tarefas aborrecidas em que já me envolvi. Ao fazer um Google e abrir esses ficheiros, torná-los vivos/presentes, liberto uma série de químicos que associo a algo aborrecido.

Vamos simplificar?
Então… Trago a memória de algo aborrecido, tipo a última vez que arquivei papéis, e ligada a essa memória está uma sensação, trago a sensação, manifesta-se no meu corpo como um desconforto, ativo o cérebro para que essa sensação de desconforto seja entendida por mim…
E lá vão os químicos a rolar pelo corpo fora…
Então não foste tu que decidiste que era aborrecido? Então, o teu corpo, que é fantástico, confirma sempre aquilo que lhe dizes.

Ok? A tua vozinha está a dizer-te “Mas é mesmo aborrecido!”
E tu, que já sabes para mais vais simplesmente agradecer o aviso…
E não vais dar carga á tarefa. Isso mesmo!

O desafio é este….
Tenho que arquivar os papéis e quê? Tenho que arquivar os papéis. Não é bom nem é mau, não é certo nem errado. É uma tarefa.
O mesmo se passa com algo a que atribuis um rótulo positivo.

Vamos lá a um exemplo.
Conheces uma pessoa, essa pessoa vai-se tornando importante para ti. Cada vez mais importante. Tão importante que começas a atribuir um rótulo de “importante para mim”. Como rotulaste e deste uma carga elevada à pessoa em questão, surge em ti o medo de perderes. Quando tens medo de perder deixas de ser tu e passas a tentar agir de forma a não perder.

O desafio é este…
Não cries rótulos…
Vamos começar nas coisas mais simples do nosso dia a dia. Como? Não faças um Google, não queiras rotular tudo…
Quem sabe não se torna leve…

Arrisca!

Deixe um comentário

* Campos de preenchimento obrigatório