O amor mais importante de todos

O amor mais importante de todos

Qual foi ou é o amor mais importante de todos?

Se respondeste que é o primeiro amor… Falhaste.
Se respondeste que é o amor aos teus filhos… Falhaste e, para não perderes tempo, se respondeste que é o amor pela tua “cara metade”… Também falhaste.

O amor mais importante é o amor próprio.

Não me compreendam mal, todos os amores acima referenciados são importantes, naturais e completam o amor-próprio, derivando até deste. Contudo, de pouco valem se não existir amor-próprio. Se não tiveres amor-próprio todo o amor que dedicarás aos outros será um amor “necessitado”, um amor que vai envolvido numa energia de falha e vazio, um amor que carece da sua própria essência para se realizar.

As crianças nascem todas com um grande amor-próprio, amam-se e acreditam em si, têm em si o potencial do amor incondicional e aceitam-se tal e qual como são. Nessa pureza que carregam no coração expressam-se tal como são, sendo quem são na essência e fazendo aquilo que amam, sem qualquer necessidade de aprovação dos outros. Apenas buscam a felicidade expressando a sua individualidade.

Os Pais, a Escola e a Sociedade muita vezes “estragam” esse estado natural do Ser impondo nas crianças condutas que levem à aprovação dos valores dessas mesmas Instituições e criam-se e formam-se seres treinados para “agradar aos outros”, contrariando a sua natureza e essência. Não vamos confundir a vivência do amor – sim todos desejamos – e deve ser alimentada – com necessidade de aprovação e esta varia em razão inversa ao amor-próprio.

Ninguém poderá agradar a todos ou eternamente a alguém, isso é impossível. Somos todos diferentes e todos iguais e nessa diferença teremos sempre perspetivas de vida distintas. Querer agradar aos outros é um ciclo vicioso impossível de realizar e um caminho certo para a infelicidade.

Uma coisa é desejarmos a aprovação dos outros e ficarmos contentes com isso, outra coisa completamente distinta é necessitarmos dessa aprovação. E quantas vezes fazemos algo por necessidade de aprovação, aceitação e apreciação dos outros? Isto acontece porque buscámos amor fora de nós… E isso acontece porque desconhecemos que temos amor dentro de nós… Ilimitado… E isso acontece porque não nos amamos e não reconhecemos esse amor, seja porque nos ensinaram a fazer isso, seja porque nos esquecemos como se fazia quando éramos crianças.

Só podemos dar verdadeiramente algo quando temos isso e esta regra aplica-se tanto a bens materiais como a formas de expressão não materiais. Isto significa que eu só posso dar amor aos outros quando tenho amor em mim, senão corro o risco daquilo que estou a dar ser somente um meio para receber de volta exatamente aquilo que não tenho em mim ou julgo não ter.

Vamos a um caso prático bem moderno…
Facebook. Quantas vezes se põem “likes” em posts de amigos para agradar aos mesmos? Quantas vezes se põem “likes” sem sequer ler devidamente o conteúdo do post ou ver o vídeo anexo?

Isto deriva da necessidade de obter aprovação, apreciação e aceitação… porque esperámos o mesmo de volta e contabilizamos os “likes” dos nossos Posts como “números de amor de volta”…… ou seja, isto só acontece porque temos falta de amor-próprio e temos necessidade de aprovação dos outros para obter deles o amor que julgamos nós nos vai preencher a nossa própria falta de amor.

Pára!!!
Não te iludas…

Isso é um ciclo vicioso…. Pára e lê os sinais devidamente. Pára e encara, estás com falta de amor-próprio. Cada vez que “não dizes NÃO e devias” aos outros, seja companheiro, filho, Pai, Mãe, Colega, Chefe, Amigo ou Estranho estás a anular-te, estás a dizer a ti próprio “A opinião dele é mais importante que a minha”… “Eu não presto”… “Eu não sirvo” e isso conduz à infelicidade.

Portanto…

Chegou a hora de te amares. Sim.

Chegou a hora de seres quem és fazendo o que amas…. Sim.

Chegou a hora de fazeres uma lista do que te faz vibrar e fazeres isso.

Chegou a hora de te permitires escutar o teu coração, sem medo dos outros, e ouvires o que te ele te pede e seguires.

Chegou a hora de seres quem és sem medo…

E quando o fores, verdadeiramente, vais-te amar porque estarás a ser exatamente aquilo que nasceste para ser – TU PRÓPRIO – com todas as tuas qualidades e todos os teus defeitos. Um Ser Único.

E quando somos nós próprios… Temos amor-próprio e somos, geralmente, felizes e auto realizados. E, consequentemente, a todos aqueles que amamos e nos relacionamos levamos esse amor puro e genuíno, levamos o melhor de nós para os outros.

Aceita-te, ama-te e sê aquilo que és, sem medo.

Como disse um dia alguém: Se nós não gostarmos de nós, quem gostará?

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